Mariana Pimentel – RS | Em virtude da escassez das garrafas de vidro, devido ao aumento do consumo de vinho durante a pandemia de covid, a Cárdenas, vinícola do município de Mariana Pimentel, na Serra do Sudeste, no Rio Grande do Sul, criou uma alternativa que chega agora ao mercado: a Cárdenas Amphora Wine.
O responsável pela idealização do projeto é Renato Cárdenas, que ao iniciar as pesquisas para criar uma garrafa que não fosse de vidro, avaliou diversos materiais (inox, alumínio, plástico), mas todos demandavam alto investimento ou não eram ecologicamente sustáveis. “Foi então que me deparei com a cerâmica, que me remeteu aos primeiros recipientes de vinhos, algo mais natural e orgânico. E uma das premissas do projeto era fazer uma garrafa tão bonita, que as pessoas não tivessem coragem de jogá-la fora e pudessem reutilizá-la para outros fins”, explica.
Após dois anos de desenvolvimento, o resultado é o Cárdenas Amphora Wine Merlot 2016, na garrafa de ânfora branca, e o Cárdenas Amphora Wine Tannat 2017, na versão ânfora preta.
Os vinhos escolhidos são dois vinhos de guarda, complexos e equilibrados, elaborados nas melhores parcelas dos vinhedos da Cárdenas. Vinhos de solos graníticos, com influência oceânica, que representam perfeitamente o terroir de Mariana Pimentel, na Serra do Sudeste (RS). O formato oval da primeira garrafa de ânfora do Brasil, com curvas orgânicas e sem cantos, foi pensando por Renato Cárdenas para representar o renascimento, a renovação, a prosperidade e a família.
“A alça oca é um trocador de calor. É o primeiro ponto a ser resfriado quando inserida em um ambiente climatizado. E pela diferença de densidade do vinho, cria-se um movimento interno circular contínuo dentro da garrafa, facilitado pela inexistência de cantos da ânfora. Este movimento permite que os taninos amaciem mais rapidamente. É pura física, o trabalho da vinícola continua dentro da garrafa”, afirma Renato Cárdenas, engenheiro mecânico de formação.
A garrafa de cerâmica também proporciona um ambiente escuro absoluto, ideal para a preservação do vinho; isolamento térmico, impedindo variações de temperatura, um dos principais inimigos da bebida; e micro-oxigenação, pois a parede interna é porosa, e, em contato com o líquido, libera pequenas partículas de ar, que são benéficas para o vinho.
O projeto do Cárdenas Amphora Wine contou com a experiência da designer Mirtes Aline Aragón Almanza, uma brasileira que vive na França.
Fonte: CH2A Comunicação
(Legenda: Divulgação | Crédito: Cárdenas)
