Vinhos de Lisboa investem no mercado brasileiro

Por Walter Tommasi | A associação da região dos vinhos de Lisboa está muito ativa na divulgação de seus vinhos. No dia 12 deste mês, esteve presente no Wine South America 2026; no dia 18, organizou um jantar onde estive presente; e ainda terá mais alguns eventos no Rio de Janeiro e em Brasília.

Antigamente conhecida como Região Vitivinícola da Estremadura, teve seu nome alterado em 2009, evitando confusão com Extremadura, que fica na Espanha, além de aproximar seus vinhos da capital portuguesa.

A região é formada por 9 DOCs, sendo as mais famosas: Bucelas, por seus brancos e espumantes minerais elaborados com a uva Arinto; Colares, com seus tintos potentes da casta Ramisco; e, finalmente, Carcavelos, tradicional produtora de vinhos fortificados raros e envelhecidos.

Principais uvas da região:
Brancas – Arinto, Fernão Pires, Malvasia e Vital.
Tintas – Castelão, Touriga Nacional, Aragonerz e Ramisco.

Vamos agora conhecer os vinhos provados durante o evento, que teve a apresentação de André Teodoro, gerente da Associação, e de representantes dos produtores de cada vinho servido.

Murga 2023 – Varietal 100% Arinto – Um vinho com acidez cortante, predominância mineral e cítrica, nervoso e vibrante, meu branco favorito.

Felix Rocha 2023 – Varietal 100% Fernão Pires – Um vinho mais cremoso e menos ácido, com corpo médio e notas florais e de frutas brancas.

Adega da Vermelha Gran Reserva 2024 – Varietal 100% Moscatel Graúdo – Um vinho macio e delicado, marcado por frutas brancas, ervas aromáticas e leve tostado, com final de boca bem seco.

Alma de Lisboa Reserva 2023 – Varietal 100% Touriga Nacional – Um vinho leve, limpo, com frutas negras frescas, flores escuras, ervas e leve toque salino.

Friendship Fado Reserva 2023 – Um corte de Tinta Roriz, Alicante Bouchet e Syrah – Vinho com frutas negras, como ameixa, toque adocicado, balsâmico, corpo médio e bom balanço de boca.

D. João V Reserva 2021 – Corte com Alicante Bouschet e Castelão – Vinho maduro, de boa complexidade, com frutas negras, violetas e muita mineralidade. Na boca, tripé de acidez, taninos e álcool em harmonia; foi meu favorito entre os tintos.

Velhos Tempos Reserva 2022 – Corte com Syrah e Marselan – Vinho de corpo médio para amplo, com notas de cereja, flores escuras e leve baunilha, mas pedindo mais tempo em garrafa para limpar arestas.

Influente Reserva 2022 – Corte de Alicante Bouschet e Syrah – Vinho mais austero, com frutas negras frescas, especiarias, ervas secas e tostado. Na boca, jovem e vibrante, com taninos bem presentes.

Cave Dois Portos Reserva 2020 – Corte de Syrah, Castelão e Cabernet Sauvignon – Vinho mais estruturado, com pimenta-do-reino, frutas negras, couro, tabaco e taninos mais presentes; promete longa guarda.

Vila Oeiras Superior 15 anos – Corte com Galego Dourado, Arinto e Ratinho – Um vinho doce e aromático, delicioso, com dulçor na medida certa e presença de amêndoas, nozes, mel, caramelo, flores brancas e turfa. Valeu cada gota.

Parabéns aos organizadores pelo belo painel.

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