
Por Breno Raigorodsky | Intenso foi o silêncio entre o grupo de provadores, reunidos em torno de uma pizza Margherita do Speranza da 13 de Maio, em São Paulo.
Cada um dos 8 presentes tinha levado seu vinho, alguns custavam quatro vezes mais que o singelo camponio da Salton. E, no entanto, ele resistiu à primeira mordida, CROCK. Resistiu à segunda investida, CRACK. E os outros foram murchando, enquanto ele avançava, até que, confrontado com o Malbec da Miolo, um vinho tão despretensioso quanto ele, encontrou seu rival: ambos com graduação alcoólica similar, ambos com acidez similar — perfeitos no casamento com a gordura excessiva do queijo derretido — apesar de estarem em polos opostos no quesito “concentração”.
As duas garrafas saíram aplaudidas pela maioria dos participantes, demonstrando — mais uma vez — que há mais mistérios entre a mordida e o gole do que pode supor a nossa vã filosofia. (Imagens editadas por IA/ChatGPT)





