
Houve um tempo recente, não mais que 10 anos atrás, que os argentinos de Mendoza e redondeza, se confundiam com a Pinot Noir, tirando exceções possíveis, que não conheci.
Não sabiam o que fazer com uva cujo extrato era transparente e ácido, com poucos taninos. De duas, uma: ou faziam com ela sucos de uva de pouca resistência ao tempo, ou a concentravam de tal maneira, que ela perdia todas as suas características organolépticas, conhecidas desde os tempos dos reis na França. E o pior – por ser uva de pouca produtividade e que exige mais cuidados, por ser frágil, quando passa por madeira e guarda, acaba atingindo custos mais altos que os melhores…f Fica lá sem personalidade, sem grandes evolução, sem complexidade e mais caro que todos os outros das vinícolas”.
Pois bem, a Patagônia foi a salvação da uva, e não me incomodei mais com isso por todos esses anos, preferindo – em se tratando de vinhos andinos e Pinot Noir – rótulos chilenos, desde o Stonelake até os Casa Marin.
Ontem tomei um grande vinho mendozino feito de Pinot Noir: o Salvaje. Fermentação em ovos de cimento, envelhecimento em aço. 13,4% de álcool.
Produzido por uma tal de Casa de Uco Private Vineyards & Wine Resort, um complexo turístico e vinícola com 320 hectares localizado no Vale de Uco.
O vinho leva nota alta, e custa algo em torno dos R$180,00 na importadora Winelovers.
