INPI reconhece IG para vinhos de inverno do Sul de Minas

O INPI publicou na Revista da Propriedade Industrial (RPI) do dia 11 de fevereiro de 2025, o reconhecimento da Indicação Geográfica (IG), na espécie Indicação de Procedência (IP), para o Sul de Minas (MG), como produtor de vinhos de inverno. Com esse registro, o Instituto chega a 139 IGs reconhecidas no Brasil, sendo 100 IPs (todas nacionais) e 39 Denominações de Origem – DOs (29 nacionais e 10 estrangeiras).

O Instituto reconheceu a vinícola Barbara Eliodora com a mais nova indicação geográfica e de procedência para vinhos finos no Brasil. A partir de agora, portanto, todos os rótulos da vinícola terão o selo “I.P Vinhos de Inverno Sul de Minas”.

A nomenclatura “IP Vinhos de Inverno Sul de Minas” destaca a qualidade da produção vinícola da região e territorializa o terroir do sul de Minas como um importante produtor.

Para que os vinhos recebam essa indicação, é necessário que sejam produzidas com as uvas da categoria vitis vinífera e utilizem a dupla poda, também conhecida como poda invertida. A técnica consiste na realização de duas podas, uma em agosto e outra em janeiro, em que se inverte o ciclo natural da planta e colhe-se no inverno, driblando períodos chuvosos e favorecendo índices mais satisfatórios de qualidade.

Para receberem o selo, os vinhos precisam ser feitos com as uvas Syrah, Merlot, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Marselan, Tempranillo, Petit Verdot, Pinot Noir e Grenache para vinhos tintos e rosados.

Para os vinhos brancos, a permissão está nas castas Sauvignon Blanc, Viognier, Marsanne ou Chardonnay,

A produção é fiscalizada por um comitê de enólogos e engenheiros agrônomos, e a área permitida para a produção abrange cerca de 4.200 km², entre diversas cidades da região, como: São João da Mata, Cordislândia, São Gonçalo do Sapucaí, Três Corações, Três Pontas, Campos Gerais, Boa Esperança, Bom Sucesso, Ibituruna e Ijaci.

Localizada em São Gonçalo do Sapucaí, a vinícola Barbara Eliodora é uma empresa familiar que nasceu do sonho de um produtor rural. O nome é uma homenagem à primeira poetisa brasileira e expoente da inconfidência mineira.

A empresa foi fundada em 2015 nas montanhas de Minas Gerais, sendo a primeira vinícola da região a produzir uvas Vitis Vinífera a partir da técnica da dupla poda.

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