
Por Breno Raigorodsky | O número de rótulos, o gradiente de preços, origens, graduação alcoólica, coloração, cepa, não me deixam mentir: é vinho muita coisa diferente, é uma confusão saudável, que mescla forma de fazer e forma de cultivar.
Pensei escrever isso, porque fui atacado por uma propaganda naïf, com uma senhora bem vestida e com sorriso na boca, dizendo: você gosta de vinho?
Gosto sim, mas que vinho e a que preço?
Com a compartimentação do mercado, que chegou ao limite do nicho, contrastado com o limite do Genérico, ela deveria oferecer:
O senhor gosta dos vinhos de Orange? Ventoux, Plan de Dieu?
