
Por Breno Raigorodsky | Imagine chegar à peixaria e, ao invés de apenas ver o nome popular do peixe e o preço por quilo, encontrar uma etiqueta completa.
Pode parecer muito, mas não é. Esse nível de detalhe já é realidade em alguns mercados pelo mundo, e torna a experiência de compra mais consciente e responsável.
E ainda, a informação sobre congelamento — se passou ou não por esse processo antes de chegar ao balcão. Ao saber de onde vem e como foi pescado o peixe, o consumidor pode fazer escolhas mais alinhadas com seus valores — seja priorizando sustentabilidade, frescor, ou apoiando práticas de pesca artesanal. Além disso, esse tipo de rotulagem contribui para combater a pesca ilegal, melhora a rastreabilidade dos produtos e valoriza quem faz um trabalho sério no mar.
É hora de implantar esse modelo por aqui também. Informar não é exagero: é respeito com quem consome e com quem produz. Transparência na vitrine é um passo simples, mas poderoso, para um mercado mais justo e sustentável.
- Nome comum, seguido do nome científico;
- Preço por quilo ou por 100 gramas;
- Método de captura (rede, linha, alçapão, etc.) ou se é um produto de cultivo;
- Local e data de pesca, especificando se foi no Atlântico Norte, Mar Tirreno, Mar Adriático ou Mediterrâneo;
- E ainda, a informação sobre congelamento — se passou ou não por esse processo antes de chegar ao balcão.
